O nosso compromisso com a química inspira não apenas a inovação em produtos, mas também os programas e práticas adotados na rotina das nossas fábricas. São iniciativas alinhadíssimas aos ambiciosos objetivos e metas estabelecidas pelo nosso Grupo no For Generations, que ajudam a enfrentar o desafio das mudanças climáticas, favorecem o uso racional dos recursos naturais e contribuem para a preservação do meio ambiente e da biodiversidade.
Biodiversidade
No Complexo Industrial de Paulínia, rios, florestas e áreas naturais oferecem habitat para uma ampla variedade de espécies nativas. Para ajudar a proteger e restaurar esses ecossistemas, a Solvay desenvolveu um Programa de Biodiversidade que reúne iniciativas voltadas à restauração de habitats, à conservação da fauna e à educação ambiental.
Esses esforços receberam reconhecimento internacional. Em 2021, a unidade de Paulínia tornou-se a primeira empresa do setor químico e têxtil no Brasil a receber a Certificação Ouro do Wildlife Habitat Council (WHC), hoje parte da Tandem Global. Também foi a primeira unidade da Solvay no mundo a conquistar essa distinção. Em 2024, a unidade renovou sua Certificação Ouro do WHC, refletindo o impacto de longo prazo de seu programa de biodiversidade e seu compromisso com a proteção e a restauração de ecossistemas nativos.
Por meio da restauração de habitats, da proteção de espécies e da educação ambiental, o programa apoia uma série de projetos criados para ajudar os ecossistemas locais a prosperar.
Fábricas em um oásis de biodiversidade
A conexão da Solvay com Paulínia começa em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial. Quando o bloqueio da costa brasileira interrompeu o envio de álcool vindo do Nordeste, a operação da empresa em Santo André deixou de ter acesso a uma matéria-prima essencial para fabricar seus produtos. Para garantir o abastecimento, a Rhodia adquiriu a Fazenda São Francisco, em Paulínia, e passou a produzir seu próprio álcool a partir da cana-de-açúcar cultivada na propriedade.
O que começou como uma operação agrícola evoluiu para uma unidade industrial. Em 1958, as atividades industriais tiveram início em Paulínia e continuaram a se expandir ao longo das décadas. À medida em que a unidade cresceu, seu papel também se desenvolveu nas operações da Solvay no Brasil.
Cortado pelos rios Atibaia e Anhumas, a área de 16 milhões de metros quadrados combina hoje operações industriais com extensas áreas naturais. Atualmente, apenas 15% da propriedade é ocupada por instalações de produção, vias de transporte e prédios administrativos. O restante inclui florestas e cursos d’água que abrigam uma ampla variedade de espécies vegetais e animais.
O site abriga:
- 27 fábricas que produzem produtos químicos para setores como alimentos, automóveis, tintas e vernizes, vestuário, higiene pessoal e produtos de limpeza, entre outros.
- Uma floresta com centenas de espécies arbóreas da Mata Atlântica plantadas e mantidas pela Rhodia.
- Uma fauna diversa, incluindo aves, peixes, insetos polinizadores, répteis e mamíferos como capivaras, cobras, macacos e onças.
- O Projeto Angela, uma unidade de abatimento de gases de efeito estufa que elimina aproximadamente 4,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano. Lançado em 2006, é o maior projeto desse tipo no Hemisfério Sul e está entre os maiores do mundo.
Essa paisagem única mostra como operações industriais, conservação de habitats e gestão ambiental podem coexistir, ao mesmo tempo em que apoiam a biodiversidade em toda a unidade de Paulínia.
Projetos de biodiversidade em destaque
Projeto de reserva florestal
Lançado em 2017, este projeto apoia o plantio e o manejo de 34.000 mudas nativas, criando uma floresta de 20,2 hectares até 2030. Antes dessa iniciativa, 17.000 mudas nativas foram plantadas entre 2007 e 2009 como parte do projeto de expansão da Fábrica de Fenol, criando 8,3 hectares de floresta. As mudas foram fornecidas pelo Consórcio PCJ por meio de um acordo de cooperação voltado à restauração das margens dos rios que atravessam a unidade de Paulínia. Desde 2017, um agrônomo fornece orientação técnica para a implementação e manutenção do Projeto de Reserva Florestal.
Proteção de abelhas nativas sem ferrão
A unidade de Paulínia abriga mais de 60 colmeias de abelhas nativas sem ferrão em diferentes locais. Ao longo dos anos, o programa expandiu essas colônias, aumentando a presença de polinizadores nativos e contribuindo para a conservação da biodiversidade local. Um meliponicultor, especialista em abelhas nativas sem ferrão do Brasil, ajuda a monitorar a saúde das colmeias e realiza atividades mensais de manutenção. As abelhas nativas desempenham um papel essencial na polinização, apoiando a biodiversidade, a agricultura e a saúde dos ecossistemas. O Brasil abriga mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão e o manejo responsável das colmeias ajuda a aumentar as populações de polinizadores, beneficiando os ambientes naturais ao redor.
Escada para peixes
Uma escada para peixes foi construída em um trecho do rio Atibaia que passa pela unidade de Paulínia para apoiar a piracema, a migração sazonal dos peixes para reprodução. Desenvolvida com orientação de um biólogo especializado, a estrutura foi concluída em 2002 e continua recebendo manutenção anual.
Répteis e anfíbios
Desde 2018, a Solvay mantém um programa de realocação de fauna para cobras, lagartos e anfíbios encontrados dentro do complexo industrial. Os animais são realocados com segurança para áreas preservadas de Mata Atlântica, ajudando a proteger a fauna local e a reduzir riscos para empregados e visitantes. O programa é gerenciado pela equipe de Controle de Emergência da unidade, que recebeu treinamento especializado e segue protocolos técnicos estabelecidos. Esses projetos contribuem para ecossistemas mais saudáveis em toda a unidade de Paulínia e ajudam a criar habitats adequados para uma ampla variedade de fauna nativa.
O ecossistema inesperado: biodiversidade na Solvay Paulínia
O Complexo Industrial de Paulínia é mais do que uma unidade industrial. Cercado por áreas úmidas, rios e florestas, o site oferece habitat para uma ampla diversidade de fauna nativa brasileira. De grandes mamíferos a aves e anfíbios, esses ecossistemas refletem a rica biodiversidade presente em toda a paisagem. As espécies destacadas abaixo representam apenas uma pequena seleção da fauna registrada na localidade.
Além dessas espécies em destaque, a unidade de Paulínia abriga fauna adaptada a áreas úmidas, rios, florestas e paisagens abertas. Os habitats de água doce oferecem refúgio para espécies como o rato-do-brejo e a lontra-neotropical ameaçada de extinção, enquanto o tamanduá-bandeira, também ameaçado, está entre os maiores mamíferos registrados na área.
As áreas úmidas da unidade são especialmente importantes para a avifauna. Espécies como frango-d’água-azul, marreca-de-coleira, marreca-ananaí, garça-branca-grande, joão-do-brejo, narceja-do-pantanal, lavadeira-de-cabeça-branca e coró-coró dependem desses habitats para alimentação, nidificação e reprodução. Sua presença reflete a saúde dos rios, brejos e ecossistemas aquáticos que atravessam a paisagem.
As florestas e áreas naturais ao redor oferecem habitat para uma ampla variedade de aves e mamíferos. Há registros do lobo-guará, o maior canídeo silvestre das Américas, além de espécies coloridas como o pica-pau-de-banda-branca, o beija-flor-rabo-branco-acanelado, o vira-folha, o saíra-amarela, o pixoxó e o joão-teneném. Todas contribuem para ecossistemas saudáveis, nos quais a polinização, a dispersão de sementes e as cadeias alimentares naturais ajudam a sustentar a biodiversidade nos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado no Brasil.
A fauna encontrada em toda a unidade de Paulínia mostra como operações industriais, conservação de habitats e restauração de ecossistemas podem coexistir, ajudando a proteger espécies nativas e a manter ecossistemas saudáveis no longo prazo.
Embora a conservação da biodiversidade seja um foco central, as iniciativas de sustentabilidade em Paulínia também abrangem a gestão de energia, materiais e água nas operações.
Eficiência e transição energética
Além de seus esforços em biodiversidade, a Rhodia Brasil continua aprimorando a eficiência de suas operações por meio de projetos que reduzem o consumo de energia, diminuem emissões e apoiam uma manufatura mais sustentável. Os projetos vão desde melhorias operacionais, como ajustes nas condições de operação, até investimentos maiores em trocadores de calor e modernização de equipamentos. As iniciativas atuais incluem a substituição do gás natural por biomassa em caldeiras a vapor e a ampliação da geração de energia renovável na unidade de Paulínia por meio de painéis fotovoltaicos.
Circularidade
Como parte do roadmap For Generations da Solvay, a Rhodia Brasil desenvolve produtos e processos que ajudam a maximizar a eficiência no uso de recursos e a prolongar o valor dos materiais ao longo de seu ciclo de vida. Um exemplo é a família Augeo® de solventes oxigenados, fabricada a partir da glicerina, um subproduto da produção de álcool, e usada em mercados como fragrâncias, produtos de limpeza doméstica e aromatizadores de ambiente.
As equipes do Centro de Pesquisa e Inovação de Paulínia continuam desenvolvendo novas soluções circulares. Entre elas estão as sílicas produzidas a partir de silicato derivado das cinzas da casca de arroz, em vez de areia, além de tecnologias projetadas para melhorar a biodegradabilidade de materiais compósitos e facilitar a reutilização de resinas poliméricas e de aditivos, como fibras de vidro e de carbono.
As práticas circulares também se estendem às embalagens. As caixas de papelão usadas para transportar fios e fibras da planta de Santo André foram redesenhadas sem impressão ou logotipos, permitindo que clientes de tecelagem e malharia as reutilizem em seus próprios produtos. Todas as unidades da Rhodia no Brasil mantêm programas de coleta seletiva e reciclagem de resíduos industriais.
Em Santo André, um dos programas mais antigos envia mais de 1.100 toneladas de material por ano para indústrias que o transformam em novos produtos. Papel e papelão são convertidos em novos produtos de papel; plásticos são usados na fabricação de embalagens; e madeira é transformada em biomassa para geração de energia. Essas práticas ajudam a conservar recursos naturais, prolongar a vida útil dos materiais e gerar valor adicional.
A sustentabilidade em Paulínia vai além das operações, por meio de programas educacionais que ajudam a desenvolver a consciência ambiental e inspirar as futuras gerações.
Ações educacionais
A educação ambiental é uma parte importante da abordagem da Solvay em Paulínia. Por meio de parcerias com escolas, professores e comunidades locais, os programas educacionais ajudam a construir consciência sobre biodiversidade, sustentabilidade e temas relacionados a STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) ao mesmo tempo em que oferecem experiências práticas de aprendizagem.

